As crenças básicas da Família Internacional são iguais às de milhões de outros cristãos em todo o mundo. Cremos que, por intermédio de Jesus, cada um de nós pode manter um relacionamento com Deus, o que nos dá felicidade, paz de espírito, motiva-nos a ajudar os outros e dividir com eles as boas novas do Seu amor. Ele fala aos nossos corações para nos orientar e nos dar as soluções para os desafios que encontramos na sociedade hoje.
Temos, entretanto, algumas doutrinas consideradas não convencionais, as quais, como acontece com as crenças tradicionais que abraçamos, baseiam-se no princípio da “Lei do Amor” ensinado por Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus e amarás o teu próximo como a ti mesmo”, mandamentos dos quais “depende toda a lei e os profetas” (Mateus 22:37-40). A nossa fé nesse preceito e a maneira como o aplicamos à nossa conduta e atividades é um fator distintivo em nossas vidas.
Acreditamos que a Bíblia Sagrada é a Palavra inspirada de Deus e dada por Ele, nosso Criador, para ser “Lâmpada para os nossos pés, e luz para o nosso caminho” (Salmo 119:105). Afirmamos que as Escrituras são revelações sagradas feitas a homens santos que as transmitiram quando movidos pelo Espírito de Deus (2 Pedro 1:21). Esses escritos constituem o padrão e linha mestra dados por Deus para o que devemos crer e praticar. Acreditamos firmemente na verdade que ensina que “toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16). Por isso, esforçamo-nos para estudar, memorizar e obedecer as Escrituras, para que, pelo conhecimento dos seus ensinamentos e obediência aos seus princípios, cresçamos em fé, sabedoria e força espiritual. A Palavra de Deus, revelada na Bíblia Sagrada, é o fundamento e a pedra angular de todas as nossas crenças e práticas. É a essência da nossa força e nossa alimentação espiritual; seus princípios são a base da educação que damos aos nossos filhos e sua verdade é o cerne da mensagem que transmitimos.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. (Mateus 24:35)
Pois tudo o que outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. (Romanos 15:4 )
Disse Jesus aos judeus que criam nele: Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos. Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. (João 8:31, 32)
Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus nele tem-se verdadeiramente aperfeiçoado. E nisto conhecemos que estamos nele. (1João 2:5)
De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. (Romanos 10:17)
Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, pois medito nos teus estatutos. Sou mais prudente do que os velhos, pois guardo os teus preceitos. (Salmo 119:99,100)
Achadas as tuas palavras, logo as comi; elas me foram gozo e alegria ao coração, pois pelo teu nome me chamo, ó Senhor, Deus dos Exércitos. (Jeremias 15:16)
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Timóteo 2:15)
E que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. (2 Timóteo 3:15)
Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino. (2 Timóteo 4:2)
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (João 1:1,14a)
Acreditamos no único Deus eterno e verdadeiro, onipotente, onisciente e onipresente. Ele é o invisível Espírito de amor que criou e governa o Universo e tudo o que nele se encontra. Acreditamos na Santíssima Trindade, formada por três pessoas distintas e inseparáveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador. (Isaías 43:10,11)
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (João 4:24)
Ora, ao Rei eterno, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém. (1 Timóteo 1:17)
Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Pois três são os que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. (1 João 4:8; 5:7)
Acreditamos no relato bíblico da Criação, encontrado no Livro de Gênesis, segundo o qual Deus criou o céu e a Terra, ou seja, não surgiram a partir do caos. Consideramos que essa verdade deve ser aceita ao pé da letra, não alegoricamente. Acreditamos também que, no sexto dia da Criação, Deus formou os primeiros humanos à Sua própria imagem e semelhança. Formou Adão do pó da terra e nele soprou o alento da vida. Mais tarde Deus criou Eva a partir de uma costela de Adão. Portanto, ambos se tornaram almas viventes pela criação divina e não pela evolução aleatória. Acreditamos também que a criação visível de Deus constitui um testemunho claro da Sua existência invisível. Como Criador, Deus merece receber de nós, Sua criação, gratidão, reverência e obediência.
No princípio criou Deus os céus e a terra. (Gênesis 1:1)
Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis. (Romanos 1:20)
Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos. Tema toda a terra ao Senhor; temam-no todos os moradores do mundo. Pois ele falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu. (Salmo 33:6-9)
Ah! Senhor Deus! Tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido. Nada há que te seja demasiado difícil. (Jeremias 32:17)
Acreditamos que o primeiro homem e a primeira mulher foram criados inocentes, mas, ao serem tentados por Satanás, pecaram voluntariamente e caíram, perdendo o estado original de felicidade e pureza. Em conseqüência, todos os seres humanos são intrinsecamente pecadores e absolutamente incapazes de se redimirem sem o poder salvador de Jesus Cristo.
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. Esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, que estava com ela, e ele comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; coseram, pois, folhas de figueira, e cingiram-se. Então ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me. Perguntou-lhe Deus: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Disse o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi. Então disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Disse, pois, o Senhor Deus à serpente: Porque fizeste isto, maldita és entre todos os animais domésticos, e entre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. À mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua gestação; em dor darás à luz filhos. O teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. Ao homem disse: Porque deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela produzirá também espinhos e abrolhos, e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; pois és pó, e ao pó tornarás. Chamou o homem a sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes. Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu. Então disse o Senhor Deus: O homem agora se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal; assim, para que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente: o Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. Havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada flamejante que se revolvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida. (Gênesis capítulo 3)
Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. _ Pois antes da lei estava o pecado no mundo. Mas, não havendo lei, o pecado não é imputado. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Pois se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou para com muitos. O dom não é como a ofensa de um só que pecou: O juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas, para a justificação. Pois se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e o dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens, para justificação e vida. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse. Mas onde o pecado abundou, superabundou a graça, para que, assim como o pecado reinou pela morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo nosso Senhor. (Romanos 5:12-21)
Acreditamos na divindade do Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, que foi concebido milagrosamente por intervenção divina e nasceu da Virgem Maria; em toda Sua vida não pecou e pela Sua morte expiou totalmente de forma vicária os pecados do mundo, personificando o sacrifício do justo que morre no lugar dos injustos. Afirmamos que Jesus Cristo é o mediador entre Deus e a humanidade, que Se entregou como o único redentor dos pecadores. Acreditamos na Sua ressurreição física e na ascensão de Seu corpo ao Céu, na Sua intercessão perpétua pelo Seu povo e que em breve regressará pessoalmente ao mundo de forma visível, com poder e grande glória, para estabelecer o Seu reino na Terra e, depois, julgar os vivos e os mortos.
E, sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória. (1 Timóteo 3:16)
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:5-11)
Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, o Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hebreus 4:14,15)
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Coríntios 5:21)
Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; pelas suas feridas fostes sarados. Pois estáveis desgarrados como ovelhas, mas agora voltastes ao Pastor e Bispo das vossas almas. (1 Pedro 2:24,25)
Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, e foi declarado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos, – Jesus Cristo, nosso Senhor.( Romanos 1:3,4)
Chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. (Mateus 28:18)
Depois que lhes disse isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E estando eles com os olhos fitos no céu enquanto ele subia, de repente junto deles se puseram dois homens vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir. (Atos 1:9-11)
Acreditamos que todas as pessoas são pecadoras por natureza, mas que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Por isso, acreditamos que qualquer pessoa que aceitar o perdão de seus pecados por intermédio de Jesus Cristo será perdoada, se reconciliará com Deus e poderá viver para sempre na Sua presença.
Acreditamos que a salvação da humanidade seja totalmente por graça (a dádiva do amor, misericórdia e perdão de Deus), por meio de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que, com um infinito amor pelos perdidos, aceitou voluntariamente a vontade do Seu Pai, tornando-Se no Cordeiro oferecido por Deus em sacrifício, e é o único que pode tirar os nossos pecados (Efésios 2:8,9; Tito 3:5). A salvação só pode ser obtida por meio de Cristo. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5).
Somos salvos por crermos em Jesus Cristo e O recebermos pessoalmente no nosso coração e vida, e deste modo nos regeneramos espiritualmente ou “nascemos de novo”. “A todos os que O [Jesus] receberam, àqueles que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). “Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3).
Ao acreditar, a pessoa é salva e permanecerá salva para sempre. Acreditamos que é um privilégio de todos os que nasceram de novo do Espírito por meio da fé em Cristo, ter a plena certeza da sua Salvação a partir do dia em que receberam Jesus como seu Salvador. Da mesma forma que o que crê é salvo pela graça, também é mantido pela graça: “Pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação” (1 Pedro 1:5). “Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; ninguém poderá arrebatá-las da Minha mão” (João 10:28).
Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor. Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. (Romanos 3:23; 6:23; 3:10)
Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. (1 João 1:8)
Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4:12)
Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. (1 João 5:12)
Acreditamos que o Espírito Santo veio do Pai para ensinar, instruir, inspirar e dar poder aos que crêem para que realizem a missão que lhes foi dada por Deus. O cristão recebe uma medida do Espírito Santo ao aceitar Jesus, mas pode ser preenchido e transbordar com Seu poder se Lhe pedir e desejar entregar-se mais plenamente ao Senhor. “Enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18).
Também acreditamos que o Espírito Santo é a personificação do elemento feminino e maternal da Santa Trindade e, como tal, figura como uma mãe e consoladora, que ama, cuida ternamente e consola os filhos de Deus nascidos de novo.
Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gênesis 1:26,27)
Não clama a sabedoria, e o entendimento não faz soar a sua voz? O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. Antes de haver oceanos, fui gerada, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas; antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci, antes que ele fizesse a terra, ou os campos, ou sequer o princípio do pó do mundo. Eu estava lá quando ele preparou os céus; quando traçou o horizonte sobre a face do abismo, quando firmou as nuvens acima, quando fortificou as fontes do abismo, quando pôs ao mar o seu termo, para que as águas não desobedecessem à sua ordem, quando compôs os fundamentos da terra. Então eu estava com ele, e era seu arquiteto. Eu era cada dia as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo, folgando no seu mundo habitável, e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. Agora, pois, filhos, ouvi-me; bem-aventurados são os que guardam os meus caminhos. (Provérbios 8:1,22-32)
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne, é carne, mas o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; virei para vós. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. Quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos enviarei, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. Todavia, digo-vos a verdade: Convém que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós; mas, se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. (João 3:5-8; 14:15-18,26; 15:26; 16:7-11)
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. (Atos 1:8)
Acreditamos que ser batizado, ou seja, encher-se por completo do Espírito Santo, é um batismo de amor, “porque Deus é amor” (1João 4:8). Todos os que nEle crêem podem ser batizados se simplesmente pedirem a Deus. Esse batismo, segundo as Escrituras, muitas vezes é recebido pela “imposição de mãos” de outros que partilham da mesma fé. O propósito principal do batismo do Espírito Santo é dar poder ao cristão para difundir o Evangelho de Jesus Cristo. “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas” (Atos 1:8).
Além disso, o Espírito Santo também guia o cristão em toda a verdade, o consola, faz lembrar de todas as coisas que Jesus disse, ajudando-o quando ora e a entender a Palavra de Deus.
Por isso vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois qualquer que pede recebe; quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. Qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que pedirem? (Lucas 11:9-13)
Quando chegaram, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo, porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. (Atos 8:15-17; 1:8)
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos. (Lucas 4:18)
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. (Gálatas 5:22,23)
Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre, mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João 14:16,26)
Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas. Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que intercede pelos santos. (Romanos 8:26,27)
Acreditamos que é privilégio daquele que é batizado com o Espírito desfrutar dos benefícios dos vários dons espirituais descritos no capítulo 12 de 1 Coríntios, dentre os quais encontramos sabedoria, conhecimento, fé, cura, milagres e profecia. “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (1 Coríntios 12: 4,5,7). Todos estes dons são concedidos gratuitamente pelo Pai Celestial aos Seus filhos, tanto homens como mulheres, para serem usados e exercitados livremente na congregação, para que a comunidade cristã seja fortalecida, encorajada e edificada por eles.
E depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Até sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. (Joel 2:28,29)
Ora, se vós, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? (Mateus 7:11)
Nos últimos dias, diz Deus, do meu Espírito derramarei sobre toda a carne. Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos. E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão. (Atos 2:17,18)
Acreditamos que a profecia é uma dádiva importante concedida aos filhos de Deus pelo Espírito Santo e que a profecia deve ser parte integrante de nossas vidas diárias e de nossos ministérios. Ao reconhecermos o Senhor e Lhe pedirmos que oriente nossos caminhos e não nos apoiarmos em nosso próprio entendimento (Provérbios 3:5,6), acreditamos que Ele fala conosco pessoalmente dando-nos instruções, orientações e ânimo. “O que profetiza, fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Coríntios 14:3).
O dom de profecia está disponível a todos os seguidores de Cristo, como qualquer outro dom do Espírito. A Bíblia prediz que a profecia desempenharia um papel especialmente importante nos Últimos Dias4, o qual, acreditamos, ser o período no qual vivemos. “Nos últimos dias, diz Deus, do meu Espírito derramarei sobre toda a carne. Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão” (Atos 2:17).
Temos diferentes dons, segundo a graça que nos é dada. Se é profecia, seja ela segundo a medida da fé. (Romanos 12:6)
A uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Mas o que profetiza, fala aos homens para edificação, exortação e consolação. (1 Coríntios 12:28; 14:3)
Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. (Apocalipse 19:10)
Acreditamos que curar corpos doentes e afligidos foi uma parte importante do ministério de Jesus aqui na Terra e que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). Ele ainda deseja restabelecer a saúde dos afligidos que O buscam com fé. Por meio do sofrimento de Cristo e do Seu sacrifício expiatório na cruz, Deus não só oferece a salvação espiritual da humanidade, mas também a cura das suas enfermidades físicas, porque “pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5). A cura divina é um privilégio à disposição de todos os que acreditam.
Mesmo acreditando no poder de Deus para curar, entendemos que a decisão no que diz respeito a se valer exclusivamente da oração, ou combinar a oração com assistência médica é de foro íntimo e os integrantes da Família são livres para buscar assistência médica. Como ensinam as Escrituras, “Seja-vos feito segundo a vossa fé” (Mateus 9:29).
Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todos os tipos de doenças e enfermidades entre o povo. Sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os enfermos, acometidos de várias doenças e tormentos: endemoninhados, lunáticos, paralíticos, e ele os curava. Chamando a si os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades. (Mateus 4:23,24; 10:1)
E estes sinais hão de seguir os que crerem: Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e quando beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum; imporão as mãos sobre enfermos, e os curarão. (Marcos 16:17,18)
Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; pelas suas feridas fostes sarados. (1 Pedro 2:24)
Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos e curou a todos os enfermos. Isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças. (Mateus 8:16,17)
É ele quem perdoa todas as tuas iniqüidades, e sara todas as tuas enfermidades. (Salmo 103:3)
Acreditamos que as dádivas espirituais que Jesus concedeu aos Seus primeiros discípulos encontram-se também disponíveis aos Seus seguidores atuais. Acreditamos que, ao dizer “Eu te darei as chaves do reino dos céus; tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus” (Mateus 16:19), Jesus estava literalmente disponibilizando as chaves espirituais para o Reino do Céu, ou seja, estava permitindo aos Seus seguidores pleno acesso a todo poder de Deus. Ao orarem, os membros da Família invocam as chaves do Reino para liberar o poder de Deus para agir em, uma situação específica, segundo Sua vontade.
Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, será desligado no céu. (Mateus 18:18)
Eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. (Lucas 10:19)
Eu sou o que vivo; fui morto, mas estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno. (Apocalipse 1:18)
Acreditamos que os cristãos que estão cheios do Espírito Santo devem manifestar os frutos do Espírito relacionados na Bíblia, a saber: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. (Gálatas 5:22,23)
Pois o fruto da luz consiste em toda a bondade, e justiça e verdade. (Efésios 5:9)
Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para os que promovem a paz. (Tiago 3:17,18)
Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir maus frutos, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:16-20)
Acreditamos que Deus criou um inumerável batalhão de seres espirituais, conhecidos como anjos (palavra cujo significado literal é “mensageiros”). Os anjos são poderosos seres imortais designados pelo Senhor para cuidar da humanidade, mas têm a missão principal de proteger e ministrar ao povo de Deus. “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14). Embora os anjos sejam geralmente invisíveis no plano físico, podem se materializar e aparecer em forma humana e até andar entre os homens sem estarmos cientes disso. É por isso que a Palavra de Deus nos diz: “Não vos esqueceis da hospitalidade, porque por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos” (Hebreus 13:2).
O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Pois aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos; eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra. (Salmo 34:7; 91:11,12)
Quando o moço do homem de Deus se levantou muito cedo, e saiu, viu que um exército com cavalos e carros tinha cercado a cidade. Então o seu moço lhe perguntou: Ai, meu senhor, o que faremos? Ele respondeu: Não temas. Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu: Ó Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e ele olhou e viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. Enquanto o inimigo descia contra ele, Eliseu orou ao Senhor: Fere, peço-te, de cegueira esta gente. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. (2 Reis 6:15-18)
À tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber, e prostrou-se com o rosto em terra. Disse ele: Meus senhores, entrai, peço-vos, na casa do vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os pés; de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. Responderam eles: Não, antes na rua passaremos a noite. (Gênesis 19:1,2)
O anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita, onde Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o esconder dos midianitas. Quando o anjo do Senhor apareceu a Gideão, lhe disse: O Senhor é contigo, homem valente. Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos entregou nas mãos dos midianitas. O Senhor olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força e livra a Israel das mãos dos midianitas. Não te enviei eu? Respondeu-lhe Gideão: Ai, senhor meu, com que livrarei a Israel? A minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. Tornou-lhe o Senhor: Eu hei de ser contigo, e tu ferirás aos midianitas como a um só homem. Prosseguiu Gideão: Se agora achei graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo. Rogo-te que não te apartes daqui até que eu volte trazendo o meu presente, e o ponha diante de ti. Respondeu ele: Esperarei até que voltes. Entrou Gideão, preparou um cabrito e bolos asmos de um efa de farinha. Pondo a carne num cesto e o caldo numa panela, trouxe tudo até debaixo do carvalho, e o apresentou ao anjo de Deus. Porém o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os bolos asmos e põe-nos sobre esta rocha e derrama-lhes por cima o caldo. E assim o fez. Estendeu o anjo do Senhor a ponta do cajado, que estava na sua mão, e tocou a carne e os bolos asmos. Então subiu fogo da rocha, e consumiu a carne e os bolos asmos. E o anjo do Senhor desapareceu da sua presença. Então Gideão viu que era o anjo do Senhor, e disse: Ai de mim, Senhor Deus, que vi o anjo do Senhor face a face. Havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá, cuja mulher era estéril, e não tinha filhos. O anjo do Senhor apareceu a esta mulher, e lhe disse: És estéril, e nunca deste à luz, mas conceberás, e terás um filho. Agora guarda-te, não bebas vinho nem bebida forte, nem comas coisa imunda, porque conceberás e darás à luz um filho. Sobre a cabeça dele não passará navalha, porque o menino será nazireu de Deus desde o ventre de sua mãe, e começará a livrar a Israel das mãos dos filisteus. Então a mulher entrou, e disse a seu marido: Um homem de Deus veio a mim, cujo semblante era como o de um anjo de Deus, extremamente terrível. Não lhe perguntei de onde era, nem ele me disse o seu nome. Mas ele me disse: Tu conceberás e darás à luz um filho. Agora, pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda, porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre de sua mãe até o dia da sua morte. Então Manoá orou ao Senhor: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. Deus ouviu a Manoá, e o anjo de Deus veio outra vez à mulher, estando ela no campo; porém não estava com ela seu marido, Manoá. Apressou-se a mulher e correu para dar a notícia a seu marido, e lhe disse: Ele está aqui! O homem que me apareceu outro dia. Então Manoá levantou-se e seguiu a sua mulher, e veio àquele homem, e lhe disse: És tu o homem que falou a esta mulher? Ele respondeu: Sou eu. Então disse Manoá: Quando as tuas palavras se cumprirem, qual será o modo de viver do menino, e o seu serviço? Respondeu o anjo do Senhor a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela. De tudo o que procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda comerá. Tudo quanto lhe ordenei guardará. Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito. Porém o anjo do Senhor disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão. Mas se fizeres holocausto, ao Senhor o oferecerás. Manoá não sabia que era o anjo do Senhor. Perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? Ele é maravilhoso. Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de cereais, e os apresentou sobre uma rocha ao Senhor. E o Senhor fez maravilhas, enquanto Manoá e sua mulher o observavam. Subindo a chama do altar para o céu, o anjo do Senhor subiu nela. Vendo isto Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra. Quando o anjo do Senhor não apareceu mais a Manoá, nem à sua mulher, compreendeu Manoá que era o anjo do Senhor. (Juízes 6:11-22; 13:2-21)
Acreditamos que além dos espíritos ministradores angélicos, Deus também dispõe de espíritos de crentes falecidos para ministrar e transmitir mensagens ao Seu povo. Encontramos evidências disso nas Escrituras, como na passagem em que os espíritos dos profetas falecidos, Moisés e Elias, apareceram para conferenciar com Jesus no Monte da Transfiguração; e na narração de São João no Livro do Apocalipse, da sua conversa com um mensageiro celestial enviado por Deus para revelar-lhe os mistérios do futuro: “Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que me mostrava essas coisas, para adorá-lo. Então ele me disse: Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Apocalipse 22:8,9).
Cerca de oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, João e Tiago e subiu ao monte a fim de orar. Estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e suas vestes ficaram brancas e resplandecentes. Estavam falando com ele dois homens, Moisés e Elias, os quais apareceram em glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém. Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono, mas quando despertaram, viram a sua glória e aqueles dois homens que estavam com ele. Quando estes se apartavam dele, disse Pedro a Jesus: Mestre, bom é que nós estejamos aqui. Façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias. Ele não sabia o que estava dizendo. (Lucas 9:28-33)
Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. (Apocalipse 19:10)
Portanto, visto que nós também estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, mas tendes chegado ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus. Tendes chegado a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. (Hebreus 12:1,22-24)
Acreditamos que um dos mais poderosos arcanjos de Deus, Lúcifer, o “filho da alva” (Isaías 14:12), pecou e caiu por causa de orgulho, do ciúme e da ambição, tornando-se então Satanás [o Diabo], o inimigo ferrenho de toda a justiça. Um terço dos anjos o seguiu na sua queda e se tornou os demônios, os maus espíritos atualmente ativos como agentes e associados de Satanás em seus propósitos malignos e ações que desafiam a autoridade de Deus. Eles influenciam hoje muitas pessoas e são em grande parte responsáveis pelo alastramento do crime, da violência, da maldade e do aumento das doenças que inundam o mundo. Reputamos Satanás como o inimigo notório e declarado de Deus e da humanidade que, como usurpador, agora governa impiamente como “o deus deste século” (2 Coríntios 4:4). Ele será derrotado na apocalíptica Batalha de Armagedom, depois da segunda vinda de Cristo (Apocalipse 20:1-3).
Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte. Subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao Altíssimo. Mas serás levado à cova, ao mais profundo do abismo. (Isaías 14:12-15)
Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. (1 Pedro 5:8)
E houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, que engana a todo o mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. (Apocalipse 12:7-9)
Veio a mim a palavra do Senhor: Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o selo da perfeição, cheio de sabedoria, e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: o sardo, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda. Os teus engastes e ornamentos eram feitos de ouro; no dia em que foste criado foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; estavas no monte santo de Deus, andavas entre as pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus, e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor. Por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários. Eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo que te consumiu, e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; chegaste a um fim horrível e não mais existirás. (Ezequiel 28:11-19 )
Acreditamos que estamos travando uma guerra espiritual implacável. Ao nos empenharmos em obedecer aos mandamentos de Deus e pregar o Evangelho de Jesus Cristo a todos quantos pudermos, “para lhes abrir os olhos, e das trevas os converter à luz, e do poder de Satanás a Deus” (Atos 26:18), o nosso adversário, o Diabo, faz todo o possível para impedir os nossos esforços. “Porque não lutamos contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais” (Efésios 6:12). Sendo assim, todo soldado no exército do Senhor deve revestir-se “de toda a armadura de Deus” (Efésios 6:11), e aprender a usar com destreza as poderosas armas espirituais que Deus nos confiou, especialmente o “escudo da fé”, e a “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Efésios 6:16,17). Estamos confiantes da vitória, porque a Palavra de Deus nos prometeu: “Maior é O [Jesus] que está em vós, do que aquele [o Diabo] que está no mundo” (1 João 4:4).
Acreditamos que a oração — comunicação entre cada filho de Deus e o seu Pai Celestial — é essencial ao nosso bem-estar espiritual. Pela oração, declaramos nosso amor a Deus e manifestamos nossa dependência dEle. Longe de ser um mero ritual religioso ou exercício espiritual, a oração pode liberar o poder de Deus, segundo a Sua vontade, e causar mudança, atender a necessidades, curar e operar milagres. Jesus disse: “Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que recebestes, e será vosso” (Marcos 11:24).
Acreditamos que interceder fervorosamente pelas necessidades dos outros é um importante dever de todo cristão: “Orai em todo o tempo[…] com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18).
Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.( Jeremias 33:3)
Orai sem cessar; (1 Tessalonicenses 5:17)
Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. (Hebreus 11:6)
Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:16)
Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós. E eu vos ensinarei o caminho bom e direito. (1 Samuel 12:23)
Buscai o Senhor e o seu poder; buscai a sua face continuamente. (1 Crônicas 16:11)
Acreditamos que a Santa Ceia, também chamada “comunhão”, foi instituída por Cristo como um meio de recordarmos Sua morte na cruz pelos nossos pecados. Partilhar do pão e do vinho é uma profissão da fé cristã. A comunhão é uma cerimônia simples na qual um grupo de cristãos divide do pão, que representa o corpo de Jesus que foi partido pela cura dos nossos corpos; e o vinho, símbolo do sangue de Cristo que foi derramado pela remissão dos nossos pecados.
As Escrituras recomendam aos cristãos participarem da comunhão, até que Cristo regresse. Portanto, é um privilégio de todos que têm uma união espiritual com Ele, de trazer à memória o Seu sacrifício no Calvário “até que Ele venha” (1 Coríntios 11:26).
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. Então ele tomou o cálice, e, tendo dado graças, deu-o aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos. Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados. (Mateus 26:26-28)
Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. (João 6:51)
Pois eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Pois todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Portanto, qualquer que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice. Pois o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. (1 Coríntios 11:23-30)
Acreditamos que a Igreja é o corpo coletivo de crentes. A Igreja é chamada de “o corpo de Cristo”, assim como de “a noiva de Cristo”. Portanto, não é apenas uma instituição ou organização eclesiástica e certamente não é um prédio para fins religiosos ou um local de adoração, porque “O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens” (Atos 7:48). “Vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual” (1Pedro 2:5) e “Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Acreditamos que a Igreja é uma entidade espiritual composta de todas as pessoas nascidas de novo, independentemente de estarem ou não afiliadas a uma organização ou denominação cristã.
Acreditamos que o convívio com outros cristãos, que pensam de modo semelhante, a leitura da palavra de Deus e reuniões para convívio pode gerar grandes benefícios espirituais. As Escrituras nos exortam a não deixarmos de nos congregar (Hebreus 10:25). Por isso, esforçamo-nos por seguir o exemplo dos primeiros cristãos, os quais “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42).
E sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche tudo em todos. (Efésios 1:22,23)
Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor. E nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito. (Efésios 2:19-22)
Assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, formam um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Ora, o corpo não é um só membro, mas muitos. (1 Coríntios 12:12-14)
Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração. (Atos 2:46)
O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros. (1 João 1:3,7a)
Acreditamos na grande incumbência que Jesus deu à Sua Igreja para evangelizar o mundo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Marcos 16:15). Assim sendo, todo aquele que crê está incumbido de transmitir o amor de Cristo ao mundo inteiro e procurar conquistar outros para o reino celestial de Deus. Acreditamos que uma ordenação formal de uma denominação ou instituição para o trabalho de divulgar o Evangelho não se faz necessária, já que todos os cristãos são ordenados por Deus a pregar o Seu Evangelho e ganhar outros para Cristo. “Não Me escolhestes vós a Mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei para que vades e deis fruto” (João 15:16).
Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à consumação do século. (Mateus 28:19,20)
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. (Atos 1:8)
Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino. (2 Timóteo 4:2)
Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações. Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.( 1 Pedro 3:15)
A testemunha verdadeira livra almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador. (Provérbios 14:25)
Para lhes abrir os olhos, e das trevas os converter à luz, e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam remissão dos pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim. (Atos 26:18)
Contudo, quando anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim, se não anunciar o evangelho! (1 Coríntios 9:16)
Acreditamos que nós, cristãos, devamos consagrar nossas vidas ao Senhor; como o apóstolo Paulo pediu: “Rogo-vos, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1), para que Ele possa operar por nós e em nós “tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2:13).
Porque nossos corpos pertencem ao Senhor e são os templos nos quais o Espírito Santo habita, acreditamos que os cristãos devem se esforçar para ter um estilo de vida saudável no que diz respeito à sua alimentação, exercício físico e descanso. Entendemos que não devemos abusar dos nossos corpos pelo uso de drogas ilícitas, tabaco, ou outras substâncias prejudiciais à saúde, ou pelo consumo excessivo de álcool de álcool, ou comidas e bebidas não saudáveis. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). “Porque fostes comprados por bom preço: glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6:20).
Acreditamos que cristãos são chamados por Deus para “não se conformarem com este mundo, mas se transformarem pela renovação do [seu] entendimento” (Romanos 12:2). Aderimos à admoestação das Escrituras de “não amar o mundo, nem o que no mundo há” (1 João 2:15). Entendemos que isso significa que o cristão verdadeiro deve evitar os interesses e as práticas da sociedade secular que sejam incompatíveis com o cristianismo, assim como a conformidade com as atitudes e os valores que contrariem os ensinamentos de Deus.
Contudo, ainda que acreditemos que as Escrituras convoquem o povo de Deus a “sair do meio deles [dos incrédulos], e apartar-se” (2 Coríntios 6:17), acreditamos que essa separação é principalmente espiritual, pois, como Jesus ensinou, Seus discípulos devem estar “no mundo”, mas não “pertencer ao mundo” (João 17:15-18). Os cristãos não devem se isolar, mas alcançar as pessoas de todos os níveis da sociedade seguindo o exemplo dado por Jesus, que veio a este mundo “buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10).
Acreditamos que é um grande privilégio para um cristão aceitar o desafio de Cristo de segui-lO como discípulo em tempo integral.5 Acreditamos também que o chamado de Jesus para esse nível de dedicação é essencialmente o mesmo que fez aos pescadores na costa da Galiléia há muito tempo: “Vinde após mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4:19).
É nossa convicção, com base nas Escrituras, que o ideal desse discipulado se traduz na dedicação da própria vida para conquistar as pessoas para Cristo, e ensinar e capacitar àqueles que querem segui-lO na qualidade de discípulos. “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado (Mateus 28:19-20). “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto, e assim vos tornareis Meus discípulos” (João 15:8).
Viver o discipulado em tempo integral também significa renunciar a busca de riquezas materiais, assim como as ambições e os esforços mundanos e materialistas. “Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar Àquele que o alistou para a guerra” (2 Timóteo 2:4). Cristo estabeleceu os termos do alto padrão do discipulado ao dizer: “Qualquer de vós que não renuncia a tudo o que tem, não pode ser Meu discípulo” (Lucas 14:33).
Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, se a luz que em ti há são trevas, quão grandes são essas trevas! Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e contudo, o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida? Quanto ao vestuário, por que andais ansiosos? Observai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam. Eu, porém, vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos? Pois os gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal. (Mateus 6:19-34)
Jesus, olhando para ele, o amou, e disse: Falta-te uma coisa: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu. Então vem, e segue-me. (Marcos 10:21)
Todos estes morreram na fé. Não alcançaram as promessas. Viram-nas de longe, e as saudaram. E confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. (Hebreus 11:13)
Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Lucas 16:13)
Acreditamos que o relato do Novo Testamento do estilo de vida da Igreja Primitiva nos oferece mais que uma narrativa histórica, mas é um padrão exemplar, um modelo, que Deus pretendia que os cristãos de gerações posteriores seguissem. O estilo de vida cooperativo e altruísta da primeira Igreja, no qual “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (Atos 2:44), provou ser excepcionalmente positivo em termos práticos e econômicos para aquele movimento jovem e inexperiente, ainda que os aspectos mais importantes que esse estilo de vida proporcionou aos primeiros discípulos foram espirituais, tais como o fortes laços de amizade e união espiritual com aqueles da mesma fé. Para os que não criam, o fato de os seguidores de Jesus viverem em harmonia e cooperação foi um exemplo da doutrina que estes pregavam e constituiu uma prova adicional do amor que professavam. Da mesma forma, nós, hoje, constatamos que os benefícios tanto práticos como espirituais da vida cooperativa e comunal são grandes, pois nos ajudam a atingir o nosso objetivo de transmitir o Evangelho de Cristo a todos os que podemos.
Respondeu Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já no presente, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições, e no mundo por vir a vida eterna. (Marcos 10:29,30)
Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. Não havia entre eles necessitado algum. Pois todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a sua necessidade. (Atos 2;44,45; 4:34,35)
Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! (Salmo 133:1)
Acreditamos que Deus criou e ordenou a união do homem e da mulher em matrimônio e que o casamento é a forma ideal de relacionamento para a educação das crianças e a constituição de famílias estáveis.
Também acreditamos que as crianças são maravilhosos presentes de Deus, uma bênção que Ele nos confiou, como está escrito: “Os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o Seu galardão” (Salmo 127:3). Por isso, estamos convencidos de que as necessidades físicas, emocionais, psicológicas e espirituais dos nossos filhos devem ser plenamente satisfeitas. Consideramos que cuidar dos filhos que Deus nos deu é uma responsabilidade primordial e um componente fundamental do nosso cotidiano e serviço a Deus. Por essa razão, todos os membros das nossas comunidades são incentivados a fazer o máximo possível para garantirem aos seus filhos um ambiente o mais saudável, amoroso, seguro e cristão possível.
Acreditamos que todos os pais e mães cristãos têm a responsabilidade dada por Deus de comunicar aos seus filhos um profundo apreço, respeito e amor por Deus e pelos princípios sagrados que a Sua Palavra ensina, “criando-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).
Os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. Bem aventurado o homem que enche deles a sua aljava. Não serão envergonhados quando falarem com os seus inimigos à porta. (Salmo 127:3-5)
E que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. (2 Timóteo 3:15)
Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. (Provérbios 22:6)
Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te. (Deuteronômio 6:6,7)
Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor. (Salmo 34:11)
Pelo que também agora eu o entrego ao Senhor. Por todos os dias que viver pertencerá ao Senhor. E adoraram ali ao Senhor. (1 Samuel 1:28)
Acreditamos que a vida humana é sagrada e que cada pessoa tem o direito de ser tratada como um indivíduo criado à imagem de Deus. Acreditamos que é o dever de todo cristão amar o próximo como a si mesmo (Marcos 12:31), compartilhando as boas novas do amor de Deus pela humanidade, sem levar em conta a raça, o gênero, a cor, o credo, a nacionalidade, a filiação religiosa ou status social. Somos instruídos a amar e respeitar os outros sem parcialidade (1 Timóteo 5:21). Somos contrários aos atos de preconceito e violência.
Somos contra o aborto. As Escrituras deixam claro que Deus considera a pessoa, mesmo antes de nascer, uma alma vivente, não meramente uma massa de tecido fetal. O Senhor disse ao profeta Jeremias: “Antes que Eu te formasse no ventre, te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta” (Jeremias 1:5). A embriologia moderna defende com forte embasamento científico que a vida humana começa na concepção, o que significa que a criança em desenvolvimento merece tanta proteção e defesa como qualquer outra pessoa.
Acreditamos que tanto o suicídio quanto a eutanásia são inaceitáveis aos olhos de Deus. Defendemos a vida como uma valiosa dádiva de Deus, da qual somente Ele pode dispor.
Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente. (Gênesis 1:27; 2:7)
Eu te louvo porque de um modo terrível e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado. Quando fui entretecido nas profundezas da terra, os teus olhos viram o meu corpo ainda informe. Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles havia ainda. (Salmo 139:14-16)
Nas orlas dos teus vestidos se achou o sangue das almas dos inocentes e necessitados, embora não os apanhaste no ato de roubar. Contudo, a despeito de todas estas coisas, ainda dizes: Estou inocente; certamente a sua ira se desviou de mim. Mas entrarei em juízo contigo, porque dizes: Não pequei. (Jeremias 2:34,35)
Esse, usando de astúcia contra a nossa linhagem, maltratou a nossos pais, ao ponto de forçá-los a enjeitar as suas crianças, para que não se multiplicassem. (Atos 7:19)
Acreditamos no que as Escrituras ensinam: que o governo civil é instituído por Deus para o bem e para manter a ordem na sociedade. “Sujeitai-vos a toda autoridade humana, por causa do Senhor” (1 Pedro 2:13). “Toda pessoa esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Romanos 13:1).
A única exceção a isso é quando se trata de questões que envolvem as nossas crenças, quando obedecer à lei do homem significaria desobedecer à de Deus. Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores; e em qualquer caso em que as leis e regulamentos do homem vão de encontro às nossas crenças, ao dever de adorar a Deus ou evangelizar os outros, adotamos a mesma postura dos apóstolos: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. Toda pessoa esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Pois os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Pois ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada. Ela é ministro de Deus, agente da ira para castigar o que pratica o mal. Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do castigo, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributos, pois as autoridades são ministros de Deus, atendendo sempre a isso mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. (Romanos 12:18; 13:1-7)
Honrai a todos. Amai aos irmãos. Temei a Deus. Honrai o rei. (1 Pedro 2:17)
Responderam-lhe: De César. Então ele lhes disse: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Nem sereis chamados mestres, pois um só é o vosso Mestre, o Cristo. (Mateus 22:21; 23:10)
Por mim reinam os reis, e os príncipes ordenam justiça. Por mim governam os príncipes e os nobres; sim, todos os juízes da terra. (Provérbios 8:15,16)
No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. (Apocalipse 19:16)
Acreditamos que a Lei do Amor de Jesus, expressa em Mateus 22:35-40 deve governar todo aspecto da vida de um cristão. Um especialista na Lei Mosaica testou Jesus com esta pergunta: “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?” E recebeu a seguinte resposta do Senhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas”. Foi o mesmo que Ele ensinou com o famoso “Preceito Áureo”: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles, pois esta é a Lei e os profetas” (Mateus 7:12).
Portanto, acreditamos que se as ações das pessoas são motivadas por amor altruísta e abnegado — o amor de Deus pelo próximo — e não têm o propósito de prejudicar os outros, estão em conformidade com as Escrituras e, portanto, são lícitas aos olhos de Deus. “O fruto do Espírito é: amor… Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23).
Acreditamos também que a Lei do Amor é o cumprimento máximo das leis bíblicas, inclusive dos Dez Mandamentos, pois reúne em si a essência da Lei Mosaica, conforme ensinou São Paulo: “Toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5:14). Portanto, cremos que pela salvação dada pelo Senhor e pela Sua Lei do Amor, os cristãos estão livres das centenas de regulamentos previstos sob as leis mosaicas no Antigo Testamento e não estão mais na obrigação de observá-las. Por outro lado, devem cumprir uma lei maior — a Lei do Amor de Cristo, a qual deve reger suas interações com os demais.
A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros, pois quem ama ao próximo cumpriu a lei. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. (Romanos 13:8,10)
Todavia, se cumprirdes a lei real, encontrada na Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. (Tiago 2:8)
Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado. (Gálatas 2:16)
Acreditamos que Deus criou a sexualidade humana e a consideramos uma necessidade natural física e emocional. Como evidenciado em Gênesis 1:28, o relacionamento sexual entre homens e mulheres foi criado e ordenado por Deus. Muito antes de Adão e Eva terem pecado, Deus lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos; enchei a Terra.” O versículo 31 do mesmo capítulo diz que “Viu Deus tudo o que tinha feito — o que claramente incluía o primeiro homem, a primeira mulher, seus corpos e sua sexualidade — “e que era muito bom”.
Portanto, acreditamos que o relacionamento heterossexual conforme Deus ordenou e orientou, ou seja, pela livre escolha de pessoas que tenham idade legal — é puro, uma maravilha natural da criação de Deus e permitido pelas Escrituras.
Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os corrompidos e descrentes. Antes a sua mente como a sua consciência estão contaminadas. (Tito 1:15)
O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. (Romanos 13:10)
Toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. (Gálatas 5:14,22,23)
Acreditamos que está evidente em toda a Bíblia que o relacionamento entre Deus e Seu povo, e Cristo e Sua Igreja é similar ao de um noivo e sua noiva. A Escritura diz: “Pois o teu Criador é o teu marido, o Senhor dos Exércitos é o Seu nome” (Isaias 54:5), e que devemos ser “de outro, dAquele que ressurgiu dentre os mortos [Jesus], a fim de darmos fruto para Deus” (Romanos 7:4).
A metáfora do matrimônio é muitas vezes usada para descrever a íntima união espiritual entre Cristo e Seu povo, e o calor da união amorosa de coração mente e espírito, inerente a esse relacionamento. O Livro do Apocalipse descreve o reencontro de Cristo com Sua Igreja no Céu como Seu casamento: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Apocalipse 19:9). Compreendemos, a partir das Escrituras, que os seguidores de Cristo sejam Sua noiva, chamados para amar e servi-lO com a dedicação de uma esposa: “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela” (Efésios 5:25). Ele prometeu que para sempre estaríamos casados com Ele (Oséias 2:19,20).
Acreditamos no cumprimento dos versículos predizendo o final do mundo como o conhecemos. Acreditamos que estamos vivendo no período conhecido na Bíblia como “Os Últimos Dias” ou “O Tempo do Fim”, uma era imediatamente anterior à segunda vinda de Jesus Cristo (2 Timóteo 3:1), quando se cumprirá o versículo, “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11:15).
Sete anos antes de Jesus voltar, o poderoso líder mundial conhecido nas Escrituras como a “besta”, “homem do pecado”, “filho da perdição” ou “Anticristo”, subirá ao poder (2 Tessalonicenses 2:3,4). Três anos e meio depois, declarar-se-á o único deus e exigirá a veneração e adoração do mundo (Daniel 9:27; Apocalipse 13:4,7). Um sistema financeiro universal compulsório será então instituído, segundo o qual ninguém poderá comercializar legalmente produtos de primeira necessidade sem a marca ou o número desse demagogo (“a Marca da Besta”), na mão direita ou na testa (Apocalipse 13:16,17). Esses acontecimentos mergulharão o mundo inteiro num período de caos social e perseguição religiosa sem precedentes, conhecido na Bíblia como a “Grande Tribulação” (Mateus 24:21).
Acreditamos piamente que os cristãos nascidos-de-novo permanecerão na Terra durante a Grande Tribulação (Mateus 24:15-31). Multidões de cristãos sobreviverão aos ataques do Anticristo e proclamarão com toda intrepidez o Evangelho da salvação até a volta do Senhor (Daniel 11:32-35). Muitos adeptos de outras religiões também se rebelarão contra o regime mundial (Daniel 8:23-25).
Os três anos e meio de Grande Tribulação culminarão com o regresso de Jesus Cristo à Terra (Mateus 24:29,30). Todas as pessoas que crêem em Jesus e nasceram de novo, serão libertadas sobrenaturalmente dos seus cruéis perseguidores. Nesse evento milagroso, denominado Arrebatamento, os corpos dos cristãos serão gloriosamente transformados e feitos à semelhança do corpo imortal de Jesus após ressuscitar, e subirão para encontrar o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:16,17; 1 Coríntios 15:51,52).
As forças do Anticristo serão então aniquiladas por Jesus e Suas hostes celeste, na Batalha do Armagedom (Apocalipse 16:16-21). Isso abrirá caminho para o reinado de mil anos de Cristo na Terra, o qual trará paz, justiça e eqüidade para toda a humanidade (Daniel 2:44; Apocalipse 20:1-3). Depois desse período, Deus recriará a Terra e os céus atmosféricos (2 Pedro 3:10-13). A Cidade Celestial de Deus, a Nova Jerusalém, então descerá como uma lindíssima jóia para coroar a Nova Terra paradisíaca. “O tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:3,4).