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Pontos de Vista

Dando uma de Deus?

Maria Fontaine
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Alguém me escreveu com a seguinte pergunta: “Está certo os médicos ‘Darem uma de Deus’?”

A pergunta se referia à batalha judicial envolvendo gêmeas interligadas [siamesas]. Os médicos disseram aos pais das recém-nascidas que se elas fossem separadas, uma certamente morreria. Os pais rejeitavam a idéia de sacrificar uma criança para salvar a outra e acreditavam que a natureza deveria seguir seu curso. Opunham-se à separação, mas o desejo dos pais foi suplantado em um processo judicial altamente divulgado na mídia. As gêmeas foram separadas, uma morreu e a outra sobreviveu.

Este foi um exemplo emblemático de muitos dilemas morais que se multiplicam à medida que a ciência e a tecnologia descobrem maneiras de prolongar e manipular a vida. Dentre as controvérsias destacam-se a fertilização in vitro e procedimentos relacionados, como o diagnóstico genético pré-implantacional, a clonagem e as pesquisas com células-tronco, e a eutanásia, também conhecida por “suicídio assistido”.

Qualquer um que me conhece bem, poderia prever minha resposta à pergunta relacionada à ciência “dar uma de Deus”: “Eu não sei. Vamos perguntar a Jesus.” Pois foi o que fiz e aqui estão alguns trechos de Sua resposta:

É difícil fazer avaliações generalizadas sobre essas questões. Cada caso envolve muitos fatores e levo em consideração os corações das pessoas. Muitos tomam decisões erradas, mas se não conheciam alternativas melhores, se fizeram suas escolhas com base no amor, no altruísmo ou na vontade de fazer o certo, levo isso em consideração e julgo de forma apropriada.

Da mesma forma, existem aqueles que são motivados pelo egoísmo ou pelo orgulho, que rejeitaram a verdade da Palavra de Deus, ou a voz de sua consciência. Esses Eu responsabilizo plenamente por suas ações.

Os que escolheram mal, por ignorância, serão ensinados e corrigidos com ternura na próxima vida. Aqueles que entendiam as alternativas, são mais responsáveis e terão de sofrer consequências mais severas.

No passado, a maioria das pessoas acreditava e confiava em Deus. Sabiam que a vida e a morte estavam em Suas mãos. Essa fé e compreensão lhes davam tranquilidade. Mas, hoje em dia, porque tantas pessoas não acreditam em Deus nem O buscam ou a Mim para obter as respostas, perderam o ponto de referência e, portanto, não têm paz. Essa falta de fé, conjugada com o orgulho e a independência, rouba as pessoas da paz que Eu lhes poderia dar e os leva a tomar as coisas nas próprias mãos e “dar uma de Deus.”

Muitas pessoas são sinceras, mas sinceramente erradas. Querem fazer o que é certo e pensam que o estão fazendo, mas porque não consultam Deus, se desviam. Os médicos, os cientistas, os políticos e os juízes podem pensar que sabem o que é melhor e que têm o direito de decidir sobre essas questões, mas não é verdade.

O homem desobediente, esquecendo-se de Deus, está colhendo os frutos de sua vida errada. Eu não falho, mas porque os ímpios do mundo se recusam a receber a verdade e serem guiados pelo Meu amor, falham.

O mundo está indo ladeira abaixo, avançando para uma sociedade cada vez mais sem Deus, onde o sistema do homem tomará todas as decisões com base na suposta evidência científica.

É por isso que é tão importante que as pessoas ouçam estas duas mensagens: Deus é amor e todos podem escolher entre fazer o bem ou o mal. Ambas teriam um efeito positivo muito maior nas pessoas — e no mundo — do que qualquer avanço da ciência ou da tecnologia, porque essas verdades colocam as pessoas em contato e sintonia com Deus e lhes possibilitam tomar as decisões certas. Então, e somente então, podem ter certeza que estão desempenhando o papel de agentes de Deus, ajudando a executar Seu plano amoroso nas vidas dos outros, assim como nas suas próprias vidas.

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