Você já notou como as pessoas hoje em dia riem mais quando os atores fazem comentários cáusticos e tentam constranger e ofender uns aos outros? Elas acham isso engraçado, mas para mim é ofensivo! Quando eu era jovem, o público ficava chocado e ofendido com coisas assim, mas agora é motivo de gargalhadas.
É raro encontrar um filme ou programa de TV sobre uma família com filhos que não estejam discutindo e brigando entre si como loucos. Os pais não são diferentes. Maridos e esposas estão constantemente batendo boca e rebaixando um ao outro na frente dos filhos deles e também dos seus filhos. Isso foi de tal forma banalizado pela mídia, que as crianças que assistem a esses programas, entendem naturalmente, que é um comportamento normal e aceitável no ambiente familiar.
Infelizmente, provavelmente assim é o lar americano típico, já que é onde a maioria dos programas se origina e o principal público de interesse dos produtores. Trata-se de um comportamento rude, nocivo, errado e contagioso que está se tornando também o modelo adotado pelas famílias em quase todo lugar, tal é a influência desses programas e a sua disseminação em todo o mundo. Não é horrível?
As crianças imitam o que vêem e ouvem, e parece que existe uma tendência natural para copiar o negativo. As crianças mais jovens, em especial, nem sempre conseguem discernir o bem do mal e a situação piora quando as pessoas culpadas dos piores comportamentos são retratadas de uma forma tão invejável, tão “boa” em outros aspectos. São jovens bonitos, ricos, mais espertos que os adultos e livres para fazer o que bem entendem.
As crianças estão formando os valores que as guiarão pelo resto de suas vidas e compete aos pais orientar esse processo. Os pais estarão falhando em sua missão se deixarem seus filhos assistirem o que lhes apetecer, sem orientação e a explicação dos pais, para lhes ensinar quais são os comportamentos aceitáveis e sadios e quais não. E isso também vale para as produções teoricamente criadas para as crianças, inclusive as que se dizem educativas.
Só porque um filme ou programa de televisão está indicado para crianças não quer dizer necessariamente que seja bom para os seus filhos. Os pais precisam assumir a responsabilidade de afastar seus filhos de influências negativas evitando expô-los a isso, ou explicando por que é ruim e que não deve ser imitado.
O mundo do entretenimento está um caos! Poderia ser uma excelente ferramenta para ensinar sobre a vida, como costumava ser, mas a cada ano só piora!
A mídia dominante hoje raramente cita Deus, exceto num contexto profano, enquanto o ocultismo é apresentado como algo fascinante e “maneiro”, e as pessoas religiosas tipicamente são retratadas como malucas. Quando eu era criança, muitos filmes faziam referências positivas e respeitosas a Deus e à oração, e muitas vezes, quase sempre, os vilões das histórias no final aprendiam suas lições e se reabilitavam. Os filmes, via de regra, tinham finais felizes, ensinando valores morais e lições.
Mas não hoje! Às vezes, mal dá para diferenciar entre os mocinhos e bandidos. E o que eu odeio mesmo são aquelas histórias em que o mal vence no final.
Os dramas gregos, as óperas européias e as peças de Shakespeare estavam repletos de tragédias, mas sempre embutiam uma lição a ser aprendida. Os gregos acreditavam que a tristeza e angústia liberadas nas tragédias eram benéficas porque tinham em efeito purificador na alma. As tragédias de Shakespeare tinham profundidade. Toda fábula de Esopo tinha uma moral.
Mas a maior parte da música, dos filmes, dos programas de televisão e das outras formas de entretenimento de hoje não tem nada razoável para ensinar, nada para ser aprendido. Deixam a audiência com um sentimento de desesperança: “Tudo está perdido! O mundo é um lugar terrível. Deus deve ser um monstro, pois criou essa coisa horrenda!”. Colocam toda a culpa em Deus, mesmo sem mencioná-lO. É a mensagem que transmitem. “Por que eu? Isso não é justo! Por que isso tem de acontecer comigo?”
Os desenhos animados sempre tiveram uma dose de violência. Sempre foi comum os personagens dos desenhos animados baterem uns nos outros e explodirem uns aos outros, mas os atuais são piores, porque induzem as crianças ao ocultismo e a outras coisas de caráter sobrenatural e maligno. Eu adoro o sobrenatural — o lado bom —, mas muitos dos desenhos atuais retratam e promovem o outro lado, uma enxurrada de produtos de Satanás! É como voltar à Idade Média. É terrível!
O mesmo se aplica à música hoje e aos vídeos musicais de hoje. Você mal consegue entender a letra. A maioria dos adultos não consegue compreender o que dizem as canções de hoje, a menos que se esforcem muito. Mas o pai ou a mãe que decifrar o que seus filhos ouvem, ou lerem a letra [a maioria pode ser encontrada na Internet], vai ficar chocado e boquiaberto com as perversões e os valores deturpados que os compositores e bandas têm apregoado para os jovens por meio de sua música.
Se você tiver filhos, é bom avaliar bem o que está sendo promovido e decidir se essa é a influência que quer que eles tenham, porque reproduzirão amanhã o que eles assistem, ouvem e copiam hoje.