Insidetitle_vp
Pontos de Vista

Dois na Corda Bamba

David Brandt Berg
RSS - Pontos de Vista Mude o Tamanho do Texto Aumentar Fonte  Diminuir Fonte  Restaurar Fonte
RSS - XML Feed - Link para ser usado no seu agregador de notícias
Image inner shadow

Quando as crianças chegam à adolescência, alcançam quase a estatura física dos adultos, mas, muitas vezes, ainda pensam e se comportam como crianças. É a idade em que muitos jovens praticam excessos, envolvem-se em encrencas e, claro, se não tiverem ninguém que os ajude a dar meia-volta, as coisas podem piorar.

A adolescência é a idade das decisões, e um período conturbado e cheio de riscos. Os jovens estão tentando encontrar seu destino, onde se encaixam no mundo e isso os deixa preocupados. A convivência com eles pode ser difícil, e até eles podem ter dificuldade de viver consigo mesmos, por causa das suas incertezas e constantes alterações de humor. São muito idealistas e, ao mesmo tempo, muito críticos dos seus pais e dos outros adultos, pelas suas imperfeições.

A transição da infância para a vida adulta pode ser como andar na corda bamba, e os adolescentes precisam do bom exemplo dos pais ou de outras pessoas para ajudá-los a fazer essa travessia com segurança e sem muitos solavancos. Pode não parecer, mas, na verdade, os adolescentes querem liderança e orientação, pois sabem que precisam. Querem ajuda, mas os pais têm de conquistar a confiança deles. Precisam saber que os pais os amam e estão tentando ajudá-los.

Ao chegar à adolescência, o jovem quer tomar as próprias decisões e assumir as rédeas da própria vida, o que é uma parte natural da transição para a vida adulta. O melhor é que já tenham aprendido a tomar as decisões certas, do contrário aumentam os riscos de as coisas saírem do controle. Em casos assim, mesmo que possa parecer tarde demais para ensinar seu adolescente a fazer boas escolhas, é melhor começar atrasado do que nunca — e, com a ajuda de Deus, nunca é tarde demais.

Conforme meus quatro filhos se tornaram adolescentes, eu procurava orientá-los no processo de tomada de decisões, mas deixava que eles decidissem. Eu dizia: “Você sabe o que é certo e o que é errado. O que você acha que deve fazer?”

Eles muitas vezes tentavam nos convencer a tomar as decisões por eles, para que não figurassem como culpados, caso as coisas dessem errado. Ou tentavam nos persuadir a consentir que fizessem algo que eles sabiam que não deveriam para que a culpa recaísse sobre nós e não sobre eles.

Mas eu costumava lhes dizer: “Não me pergunte. Você sabe discernir o certo do errado. O que você acha?” De um modo geral, gostavam que insistíssemos que eles decidissem, porque sabiam que era o certo, e essa abordagem os ajudava a sentir que confiávamos neles e os respeitávamos, o que é muito importante nessa idade.

Na maior parte do tempo, eles sabiam o que era certo e acabavam tomando as decisões corretas. Mesmo depois de uma ou duas opções erradas, geralmente voltavam atrás e escolhiam o certo, com a ajuda de conselhos apresentados com tato. Acredito que, em geral, é o que farão os adolescentes, se lhes forem demonstrados suficiente amor, paciência e compreensão.

Orientar adolescentes é um trabalho difícil, requer abnegação e, às vezes, assusta, mas tem sua dose de fascínio e suas recompensas.

Sem tags no artigo.

Você está enviando: Dois na Corda Bamba

Seu nome

Seu e-mail

Enviar para (e-mail)

Comentário para seu amigo