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Quem somos: introdução

As crenças fundamentais e doutrinas principais do grupo de comunidades missionárias independentes conhecido como
A Família


1. As Escrituras Sagradas:
Nós acreditamos que a Bíblia Sagrada é a Palavra inspirada de Deus e dada por Ele, nosso Criador, para ser "lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho" (Salmo 119:105). Afirmamos que as Escrituras são uma revelação sagrada, escrita por homens santos que outrora falaram quando movidos pelo Espírito de Deus; e que estes escritos são o padrão e guia divinamente indicados para a nossa fé e prática da mesma. Acreditamos firmemente na seguinte verdade: "Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (II Timóteo 3:16). Por isso nos esforçamos por estudá-la, memorizá-la e obedecer-lhe, para que, conhecendo os seus ensinamentos e aderindo aos seus princípios, cresçamos em fé, sabedoria e força espiritual.
A Palavra de Deus, como está revelada na Bíblia Sagrada, é o fundamento e o alicerce de todas as nossas crenças e práticas. É o esteio da nossa força e alimentação espiritual; os seus princípios são a essência da educação que damos aos nossos filhos, e a sua verdade é a base da mensagem que transmitimos. Recorremos à Bíblia não meramente como fonte de conhecimento -- o que sem dúvida é -- mas, o que é ainda muito mais importante, ao lermos suas páginas com reverência e oração, nos tornamos "participantes da Natureza Divina" (II Pedro 1:4), para comungarmos com Jesus, sendo que Ele próprio é a Palavra viva. "As Palavras que Eu vos disse são Espírito e vida." (João 6:63) (Ver também Mateus 24:35: Romanos 15:4; II Pedro 1:19-21; João 8:31,32; I João 2:5; Romanos 10:17; Salmo 119:99,100; Jeremias 15:16; II Timóteo 2:15; 3:15; 4:2; João 1:1,14.)

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2. Deus:
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno e verdadeiro, onipotente, onisciente e onipresente, o invisível Espírito de Amor, o Criador e Soberano Supremo do Universo e de tudo o que nele se encontra. Acreditamos na Santíssima Trindade, que há três Pessoas distintas e inseparáveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Ver Isaías 43:10,11; João 4:24; I Timóteo 1:17; I João 4:8; 5:7.)

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3. A Criação:
Acreditamos no relato bíblico da Criação, tal como descrito no Livro do Gênesis, que Deus criou o céu e a Terra; e não surgiram a partir do caos. Consideramos que esta verdade é para ser aceita ao pé da letra, e não alegórica ou figurativamente. Acreditamos também que no sexto dia da Criação, Deus formou o Homem à Sua própria imagem e semelhança e insuflou nele o sopro da vida. Desta forma o Homem se tornou alma vivente por Criação divina, e não através de uma evolução aleatória. Acreditamos também que a criação visível de Deus constitui um testemunho claro da Sua existência invisível. Como Criador, Deus merece de nós -- Sua criação -- gratidão, reverência e obediência. (Ver Gênesis 1:1; Romanos 1:20; Salmo 33:6-9: Jeremias 32;17.)

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4. A Queda do Homem:
Acreditamos que o Homem era inocente quando foi feito pelo seu Criador, mas ao ser tentado por Satanás, pecou voluntariamente e caiu, perdendo o seu estado de felicidade e pureza. Como consequência, todos os seres humanos agora são pecadores e são absolutamente incapazes de se redimir sem o poder salvador de Jesus Cristo. (Ver Gênesis capítulo 3; Romanos 5:12-21.)

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5. Jesus Cristo, o Filho de Deus:
Acreditamos na Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, que foi concebido milagrosamente por intervenção divina e nasceu da Virgem Maria; em toda a Sua vida não pecou e através da Sua morte expiou totalmente de forma vicária os pecados do mundo, personificando o sacrifício do Justo que morre no lugar dos injustos. Afirmamos que Jesus Cristo é o Mediador entre Deus e o Homem, que Se entregou como o único Redentor dos pecadores. Nós acreditamos na Sua ressurreição física e na ascensão de Seu corpo ao Céu, na Sua intercessão perpétua pelo Seu povo, e que em breve regressará pessoalmente ao mundo de forma visível, com poder e grande glória, para estabelecer o Seu Reino e julgar os vivos e os mortos. (Ver I Timóteo 3:16; Filipenses 2:5-11; Hebreus 4:14,15; II Coríntios 5:21; I Pedro 2:24,25; Romanos 1:3,4; Mateus 28:18; Atos 1:9-11.)

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6. O caminho da Salvação:
Acreditamos que todos os homens são pecadores por natureza, mas que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça mas tenha vida eterna" (João 3:16). Portanto acreditamos que todo aquele que aceita pessoalmente o perdão de seus pecados por intermédio de Jesus Cristo, o obterá, será reconciliado com Deus e viverá para sempre na Sua presença.
Acreditamos que a Salvação da Humanidade é totalmente por graça [o amor e a misericórdia de Deus], através do ministério mediador de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que, com um infinito amor pelos perdidos, aceitou voluntariamente a vontade do Seu Pai, tornando-Se no Cordeiro oferecido por Deus para o sacrifício, e é o Único que pode tirar os nossos pecados.
Aderimos firmemente às seguintes verdades bíblicas a respeito da Salvação:
a) Todos os seres humanos são pecadores, e necessitam desesperadamente de um Salvador. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6:23). (Ver também Romanos 3:10; I João 1:8)
b) Salvação é só pela graça; e não há ninguém que pela sua virtude, bondade ou mero esforço próprio, possa se tornar filho de Deus. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8,9). "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia nos salvou, pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo" (Tito 3:5)
c) A Salvação só pode ser obtida através de Jesus Cristo. "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim" (João 14:6). "Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Homem." (I Timóteo 2:5) (Ver também Atos 4:12; I João 5:12.)
d) Somos salvos por crermos em Jesus Cristo e O recebermos pessoalmente no nosso coração e vida, e deste modo nos regeneramos espiritualmente ou "nascemos de novo". "A todos quantos O receberam [Jesus], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu Nome: os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus." (João 1:12,13). "Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus... o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo." (João 3:3,6,7). (Ver também João 11:25,26.)
e) Uma vez salva, a pessoa que acredita permanecerá salva para sempre. Acreditamos que é privilégio de todos os que nasceram de novo do Espírito por meio da fé em Cristo, terem plena certeza da sua Salvação a partir do dia em que receberam Jesus como seu Salvador. Da mesma forma que o que crê é salvo pela graça, também é mantido pela graça; "mediante a fé, estais guardados na virtude [ou poder] de Deus para a salvação" (I Pedro 1:5). "O dom gratuito de Deus é a vida eterna" (Romanos 6:23), e o que é eterno não tem fim. Desse modo, a pessoa que foi limpa e remida pelo Sangue do Cordeiro não pode se perder, pois foi adquirida e adotada eternamente por Deus. "Todo o que o Pai Me dá virá a Mim; e o que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (João 6:37). "Dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da Minha mão" (João 10:28). "Aquele que crê no Filho tem [possui agora] a vida eterna" (João 3:36).
(Embora acreditemos firmemente que a alma que Deus salvou -- concedendo-lhe assim a vida eterna de presente -- jamais se perderá, isso não é para ser usado pelo cristão como justificativa para o pecado. Porque Deus é um Pai santo e justo que não ignora os pecados dos Seus filhos. Se eles persistem em pecar, Ele os castiga e corrige, porque "o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho... porque que filho há a quem o pai não corrija?" (Hebreus 12:6,7)

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7. O Espírito Santo:
Acreditamos que o Espírito Santo veio do Pai para "convencer o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16:8). Consideramos que o Espírito Santo é o poder executivo de Deus pelo qual os que crêem nascem de novo, recebem ensinamentos, são instruídos, inspirados e fortalecidos para a missão que Deus lhes incumbiu; e que todos os que crêem deveriam ser enchidos plenamente com Ele. "Enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18). O Espírito Santo é também conhecido como "o Consolador", que -- como uma mãe -- ama, cuida ternamente e consola o filho de Deus nascido de novo. (Ver também João 3:5-8; 14:15-18,26; 15:26; 16:7-11; 7:38,39; Atos 1:8.)

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8. O batismo do Espírito Santo:
Acreditamos que o batismo, ou seja, encher-se por completo do Espírito Santo, é um batismo de Amor, "porque Deus é Amor" (I João 4:8). Todos os que acreditam podem obtê-lo gratuitamente se simplesmente pedirem a Deus. Este batismo, de acordo com as Escrituras, muitas vezes é recebido depois da "imposição de mãos" de outros que partilham da mesma fé. O propósito principal do batismo do Espírito Santo é dar poder ao cristão para difundir o Evangelho de Jesus Cristo. "Recebereis o poder do Espírito Santo e ser-Me-eis testemunhas" (Atos 1:8). Além disso, o Espírito Santo também guia o cristão em toda a verdade, o consola, faz lembrar de todas as coisas que Jesus disse, e o ajuda quando ora. (Ver Lucas 11:9-13; Atos 8:15-17; Atos 1:8; Lucas 4:18; Gálatas 5:22,23; João 14:16,26; Romanos 8:26,27.)

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9. Os dons do Espírito:
Acreditamos que é privilégio daquele que é batizado com o Espírito desfrutar dos benefícios dos vários dons espirituais descritos no capítulo 12 de I Coríntios. Acreditamos que Deus dá diferentes dons a diferentes pessoas de acordo com o trabalho de cada uma e conforme o plano especial que Deus tem para elas. "Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer" (I Coríntios 12:4-11).
Consideramos que todos estes dons são concedidos gratuitamente pelo Pai Celestial aos Seus filhos, tanto homens como mulheres, para serem usados e exercitados livremente na congregação, para que o Corpo cristão seja fortalecido, encorajado e edificado por eles. "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que Lho pedirem?" (Mateus 7:11.) (Ver também Joel 2:28,29; Atos 2:17,18.)

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10. Os frutos do Espírito:
Acreditamos que os cristãos que estão cheios do Espírito Santo deveriam manifestar os frutos do Espírito como estão descritos em detalhe nas Escrituras: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. (Ver Gálatas 5:22,23; Efésios 5:9; Tiago 3:17,18.)

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11. Anjos:
Acreditamos que Deus criou um inumerável batalhão de seres espirituais sem pecado, conhecidos como anjos (palavra que significa literalmente "mensageiros"). Anjos são poderosos seres imortais designados pelo Senhor para cuidarem do Homem, principalmente para protegerem e ministrarem ao povo de Deus. "Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?" (Hebreus 1:14). Embora os anjos sejam geralmente invisíveis, eles podem se materializar e aparecer em forma humana, e até andar entre os homens sem estarmos cientes disso, e é por isso que a Palavra de Deus nos diz: "não vos esqueceis da hospitalidade, porque por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos". (Hebreus 13:2). (Ver também Salmo 34:7; 91:11,12; II Reis 6:15-18; Gênesis 19:1-2; Juízes 6:11-22; 13:2-21.)

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12. Espíritos de santos falecidos:
Acreditamos que além dos espíritos ministradores angélicos, há ocasiões em que Deus também usa espíritos de santos falecidos para ministrarem e darem mensagens ao povo de Deus. Encontramos evidências disto nas Escrituras, nas passagens em que os espíritos dos profetas falecidos, Moisés e Elias, apareceram para conferenciar com Jesus no Monte da Transfiguração; o aparecimento do espírito do falecido profeta Samuel ao rei Saul; e a narração de São João no Livro do Apocalipse, da sua conversa com um mensageiro celestial enviado por Deus para revelar-lhe os mistérios do futuro: "E havendo ouvido e visto [estas coisas], prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. E disse-me: Olha não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus" (Apocalipse 22:8,9). (Ver também Lucas 9:28-33; I Samuel 28:13-20; Apocalipse 19:10; Hebreus 12:1,22-24.)

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13. Satanás e seus demônios:
Acreditamos que um dos anjos, "Lúcifer, filho da alva" (Isaías 14:12), que era o arcanjo mais poderoso, devido ao orgulho, ciúme e ambição, pecou e caiu, e por isso se tornou Satanás [o Diabo], o inimigo infernal de toda a justiça. Uma grande companhia de anjos o seguiu na sua queda imoral, e assim se tornaram demônios, maus espíritos que atualmente estão ativos como agentes e associados de Satanás, executando os seus propósitos malignos e que desafiam autoridade a Deus. Acreditamos que Satanás foi o perpetrador original do pecado, e que ele, com argúcia, tentou e induziu Adão e Eva, os nossos primeiros pais, a transgredirem e caírem do seu estado de pureza. Desse modo sujeitou-os -- e a sua posteridade -- ao poder de Satanás, o qual só pode ser anulado e vencido pelo poder de Deus. Os espíritos malignos de Satanás estão agora possuindo muitas pessoas, e são em grande parte responsáveis pela furiosa onda descontrolada de crime e impiedade que está assolando o mundo de hoje.
Reputamos Satanás como o inimigo notório e declarado de Deus e do Homem e que, como usurpador, agora governa impiamente como "o deus deste mundo" (II Coríntios 4:4). Ele será totalmente derrotado na Segunda Vinda de Cristo, na Batalha de Armagedom, quando então ele será preso e lançado no Abismo durante mil anos. Depois disso ele será solto "por um pouco de tempo" para uma vez mais "enganar as nações" (Apocalipse 20:1-3,8). Mais tarde ele será "lançado no Lago de Fogo, e de dia e de noite será atormentado para todo o sempre" (Apocalipse 20:1-3,10). (Ver também Isaías 14:12-15; I Pedro 5:8; Apocalipse 12:7-9.)

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14. Guerra espiritual:
Acreditamos que estamos travando uma guerra espiritual implacável; que ao nos empenharmos em obedecer aos mandamentos de Deus e pregar o glorioso Evangelho de Jesus Cristo a todos quantos pudermos, para "lhes abrirmos os olhos, e das trevas os convertermos à luz, e do poder de Satanás a Deus" (Atos 26:18), o nosso adversário, o Diabo, faz todo o possível para impedir os nossos esforços. Por conseguinte, estamos no meio de uma grande guerra na qual as forças celestiais de Deus estão ajudando, apoiando e encorajando os nossos esforços, enquanto Satanás e os seus demônios lutam para nos impedir e atrapalhar. "Porque não lutamos contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais" (Efésios 6:12).
Sendo assim, os soldados no Exército do Senhor devem "revestir-se de toda a armadura de Deus" (Efésios 6:11), e aprender a usar com destreza as poderosas armas espirituais que Deus nos confiou, especialmente a "Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" (Efésios 6:17); porque "a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que espada alguma de dois gumes" (Hebreus 4:12). "Porque andando na carne não militamos segundo a carne: porque as armas da nossa milícia não são carnais [físicas], mas poderosas em Deus para a destruição de fortalezas" (II Coríntios 10:3,4). Por mais problemas que Satanás e os seus diabólicos lacaios possam nos causar, estamos confiantes da vitória, porque a Palavra de Deus nos prometeu: "Maior é o que está em nós [Jesus], do que aquele que está no mundo [o Diabo]" (I João 4:4).

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15. A oração:
Acreditamos que a oração é a comunicação vital entre cada filho de Deus e o seu Pai Celestial. Longe de ser um mero ritual religioso ou um exercício espiritual, a oração é o meio pelo qual nós gozamos de uma comunhão pessoal, terna e íntima com o Senhor. Ao orarmos declaramos o nosso amor por Deus, reconhecemos a nossa dependência e submissão a Ele, e o nosso anelo de colaborarmos com Ele na realização dos Seus propósitos. Todos os membros do nosso grupo são encorajados a dedicar parte do seu tempo diariamente à oração em particular, bem como a se unirem aos outros membros da sua comunidade para orarem em conjunto. Na Palavra de Deus, Ele nos promete que ouve a oração e abençoa aqueles que O buscam diligentemente, e assim devemos "orar sempre e nunca desfalecer" (Lucas 18:1) (Ver também Jeremias 33:3; I Tessalonicenses 5:17; Hebreus 11:6; Tiago 5:16; I Samuel 12:23; I Crônicas 16:11; Efésios 6:18.)

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16. A cura divina:
Acreditamos que a cura de corpos doentes e afligidos foi uma parte importante do ministério do Nosso Senhor quando Ele esteve aqui na Terra e atendeu pessoalmente ao povo, e que "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hebreus 13:8); que Ele ainda deseja restabelecer a saúde dos afligidos que O buscam com fé. Através do sofrimento de Cristo e do Seu sacrifício expiatório na Cruz, Deus não só proveu a salvação espiritual do Homem, mas também a cura das suas enfermidades físicas, porque "pelas Suas pisaduras [feridas] fomos sarados" (Isaías 53:5). Cura divina é um privilégio à disposição de todos os que acreditam.
Não consideramos que para uma pessoa poder conviver conosco precisa de fé para cura, nem exigimos isso como uma prova de espiritualidade e tampouco é um requisito para poder participar do nosso convívio, mas trata-se de um assunto pessoal entre cada indivíduo e Deus. Consideramos que a cura que Deus nos proporciona através da fé nas Escrituras é uma grande bênção para os que conseguem exercitar a sua fé e assim obtê-la, mas em hipótese alguma condenamos ou impedimos aqueles que procuram recursos médicos para as suas doenças. Em relação a tais assuntos de natureza pessoal, o nosso ponto de vista, recomendado nas Escrituras é: "Seja-vos feito segundo a vossa fé" (Mateus 9:29). (Ver também Mateus 4:23,24; 10:1; Marcos 16:17,18; I Pedro 2:24; Mateus 8:16-17; Salmo 103:3.)

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17. Convívio dos cristãos:
Nós acreditamos que o convívio com outros cristãos, que pensam de modo semelhante, gera um grande benefício espiritual. Por isso membros das nossas comunidades são encorajados a não só dedicarem tempo à oração em particular, leitura das Escrituras e devoções pessoais, mas também a orarem e lerem em conjunto a Palavra de Deus, bem como a participarem de reuniões para devoções e convívio, de preferência diariamente.
As Escrituras nos exortam a "não deixarmos a nossa congregação [de nos reunirmos]" (Hebreus 10:25), e sendo assim nos esforçamos por seguir o exemplo dos primeiros cristãos, os quais "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações" (Atos 2:42). Essas horas de convívio não são um tédio nem um fardo; são ocasiões agradáveis, quando nos unimos com o Senhor para nos inspirarmos espiritualmente, e nas quais os participantes são fortalecidos, animados, inspirados, edificados, instruídos e comissionados pelo Senhor. "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome aí estou Eu no meio deles" (Mateus 18:20). E, "se andarmos na luz como Ele na luz está, temos comunhão [convívio] uns com os outros" (I João 1:7). (Ver também Hebreus 10:25; Salmo 133:1-3.)

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18. A eucaristia ou comunhão:
Acreditamos que a comunhão foi instituída por Cristo como um meio de comemorarmos a Sua morte na Cruz pelos nossos pecados, e o fato de partilharmos do pão e do vinho é uma profissão da fé do cristão. A ceia consiste de pão que é partido, representando o corpo de Jesus que foi partido pela cura dos nossos corpos; e o vinho, que representa o sangue de Cristo que foi derramado pela remissão dos nossos pecados. As Escrituras recomendam os cristãos a participarem periodicamente da comunhão, até que Cristo regresse, portanto é um privilégio de todos que têm uma união espiritual com Ele, de comemorarem o Seu sacrifício no Calvário "até que Ele venha" (I Coríntios 11:26). Participar da comunhão com fé, reconhecendo que o Seu corpo foi quebrado para a nossa cura, pode também ser eficaz na cura do corpo, porque "pelas Suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53:5). (Ver também Mateus 26:26-28; João 6:51; I Coríntios 11:23-30.)

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19. A Igreja:
Acreditamos que a Igreja é o Corpo de Cristo, e não meramente uma instituição ou organização eclesiástica; e certamente não é um mero templo nem um local de adoração como muitos supõem, porque "o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens" (Atos 7:48) e, "Deus é Espírito, e importa que os que O adoram, O adorem em espírito e em verdade" (João 4:24). Acreditamos que a Igreja é uma entidade espiritual composta de todas as pessoas nascidas de novo, independentemente de estarem ou não afiliadas a uma organização ou denominação cristã. (Ver Efésios 1:22,23; 2:19-22; I Coríntios 12:12-14).

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20. A grande incumbência:
Acreditamos que a Grande Incumbência que o nosso Senhor deu à Sua Igreja é evangelizar o mundo e "ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura" (Marcos 16:15). Estamos convictos de que esta é a grande missão da Igreja e a mensagem explícita de nosso Senhor Jesus Cristo àqueles que Ele salvou. Na verdade, essa foi a Sua última admoestação aos Seus seguidores antes da Sua ascensão. Acreditamos que o objetivo principal na vida dos verdadeiros cristãos que nasceram de novo deve ser: transmitir o Amor de Cristo ao mundo inteiro, e procurar conquistar outros para o Reino Celestial de Deus. O fato de uma pessoa ter recebido ou não uma ordenação oficial da parte de uma denominação ou instituição para o trabalho de divulgar o Evangelho é irrelevante. Nós acreditamos que todos os cristãos são ordenados por Deus a pregar o Seu Evangelho e ganhar outros para Cristo, e desse modo dar fruto que permanecerá eternamente, para o Reino de Deus. "Não Me escolhestes vós a Mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei [ordenei] para que vades e deis fruto" (João 15:16). (Ver também Mateus 28:19,20; Atos 1:8; II Timóteo 4:2; I Pedro 3:15; Provérbios 14:25; Atos 26:18; I Coríntios 9:16).

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21. Consagração a Deus:
Acreditamos que o cristão deveria consagrar-se ao Senhor, ou seja, entregar e dedicar sua vida inteiramente a Ele; não apenas cumprir seus deveres para com Deus, também não nos enaltecermos aos nossos próprios olhos nem tentar impressionar os outros. Devemos, porém, "apresentar os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional" (Romanos 12:1), para que Ele possa operar através de nós e em nós "tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." (Filipenses 2:13). Nós nos consagramos ao Senhor porque O amamos, e isso, porque Ele nos amou primeiro, e temos o máximo prazer em pertencer a Ele. (Ver Gálatas 2:20; I João 4:19; Salmo 40:8).
Sabendo que Jesus nos adquiriu e pagou por nós com o Seu próprio sangue, reconhecemos que as nossas vidas já não nos pertencem, mas sim a Ele. Por isso, acreditamos que não devemos "no tempo que nos resta na carne, viver mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus" (I Pedro 4:2). Como o nosso corpo pertence ao Senhor, e somos o templo no qual o Seu Espírito Santo habita, não acreditamos em abusar dele com drogas, bebidas alcoólicas, fumo ou outras substâncias prejudiciais à saúde ou que não sejam naturais. "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. Porque fostes comprados por bom preço: glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (I Coríntios 3:16,17; 6:20).
Acreditamos também que a vida do cristão consagrado deveria ser um exemplo visível de como o Senhor é, "para que a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos" (II Coríntios 4:10). Nosso Senhor nos exorta a deixarmos "resplandecer nossa luz diante dos homens para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos Céus" (Mateus 5:16). Sendo assim, consideramos que a conduta e o comportamento exterior de um cristão deveria refletir a vida e o Amor que Cristo tem pelos outros, e é um claro sinal da sua consagração interior a Deus. (Ver Filipenses 2:15; I Pedro 2:12, I João 3:18).

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22. Separação do mundo:
Acreditamos que o cristão consagrado é chamado por Deus para "não se conformar com este mundo, mas se transformar pela renovação do seu entendimento" (Romanos 12:2). Também aderimos à admoestação das Escrituras de "não amar o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo (I João 2:15, 16). Para nós, isto significa que o cristão verdadeiro, não só deve evitar as atividades e costumes do mundo que se oponham aos princípios cristãos, mas também deve evitar conformar-se com as atitudes e modos de pensar do mundo. "Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmo 1:1).
Contudo, embora acreditemos que as Escrituras convoquem o povo de Deus a "sair do meio deles [dos incrédulos], e apartar-se" (II Coríntios 6:17), não achamos que esta separação entre o cristão e o mundo deva ser imposta pelos costumes e princípios hipócritas e legalistas do Homem, mas que deve ser de acordo com os precedentes bíblicos e a orientação do Espírito Santo, e conforme as necessidades das pessoas à nossa volta. Quando Jesus andou pela Terra, Ele ajudou e estendeu as mãos generosamente às pessoas marginalizadas pela comunidade religiosa do Seu tempo. -- E como consequência dessa postura, Ele foi desprezado e condenado pelos Seus inimigos farisaicos e santarrões que escarneceram d'Ele por ser "amigo dos publicanos e pecadores" (Mateus 9:10-14; 11:19). Embora não sejamos "do mundo" (João 17:16), não obstante estamos no mundo, e por isso devemos nos esforçar por viver uma vida dedicada aos outros, refletindo assim o amor de Deus pelas pessoas, seguindo os passos d'Aquele que veio a este mundo para "buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10). (Ver também Efésios 5:11,12; Tiago 4:4; II Coríntios 6:14-17).

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23. Perseguição por causa da justiça:
Acreditamos que os cristãos que testemunham ativamente e vivem por Jesus Cristo serão perseguidos. As Escrituras afirmam claramente que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguição" (II Timóteo 3:12). Jesus prometeu que todos os que se dedicarem totalmente a Ele, com certeza serão perseguidos. "Ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de Mim e do Evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo... com perseguições; e no século futuro a vida eterna". (Marcos 10:29,30)
Esforçamo-nos por obedecer às admoestações das Escrituras, "se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Romanos 12:18), e "concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão" (Mateus 5:25). Vemos, porém, ser inevitável que alguns dos que rejeitam a mensagem que Deus nos encarregou de dar ao mundo, rejeitem também os mensageiros que se empenham em cumprir tal tarefa.
Pelo fato de sabermos que o Filho de Deus, um ser perfeito e imaculado, foi caluniado, rejeitado, desprezado, e violentamente perseguido e crucificado por um mundo que recusou a Sua Verdade e o Seu Amor, levamos muito a sério as Suas advertências de que: "Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Se chamaram Belzebú [o Diabo] ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mateus 10:24,25). "Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a Mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece... Não é o servo maior do que o seu senhor, se a Mim Me perseguiram, também perseguirão a vós... Mas tudo isto vos farão por causa do Meu nome; porque não conhecem Aquele que Me enviou" (João 15:18-21).
Sabemos que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8:28), inclusive perseguição. Muitas vezes há males que vêm para bem, e Deus os usa para "provar-nos e testar-nos" (I Pedro 4:12-14; Daniel 11:35). Também servem para nos dispersar para outras regiões que precisam da nossa mensagem, "quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra" (Mateus 10:23; Atos 8:1). E para despertar interesse em nós e na nossa mensagem, "quanto a esta seita, notório nos é, que em toda a parte se fala contra ela" (Atos 28:22; Salmo 76:10). Então as palavras de Jesus nos dão ânimo: "Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós" (Mateus 5:11,12). (Ver também Filipenses 1:29; Lucas 6:26; João 16:1,2; Atos 7:51,52.)

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24. Requisitos para o discipulado:
Acreditamos que é um grande privilégio para um cristão aceitar o desafio de Cristo de segui-Lo como discípulo a tempo integral. Acreditamos também que o chamamento de Jesus para tal serviço a tempo integral é essencialmente o mesmo que Ele fez aos pescadores nas costas da Galiléia há muito tempo: "Vinde após Mim e Eu vos farei pescadores de homens" (Mateus 4:19). Como aconteceu com os primeiros apóstolos e discípulos, acreditamos que é a mesma coisa hoje em dia; que o Senhor nos chamou para assumir um compromisso de vida com Ele e seguirmos os Seus ensinamentos e exemplo, sendo totalmente dedicados a Ele por amor e gratidão pelo sacrifício que Ele fez por nós. (Ver João 12:26; 13:15.)
Estamos convencidos que, de acordo com as Sagradas Escrituras, para ser um discípulo assim, é preciso:
a) Devotar-se e dedicar-se totalmente a Jesus Cristo, não só "de palavras, nem de língua, mas por obra e em verdade" (I João 3:18). Para ser um discípulo é necessário deixar de lado a sua própria vontade e desejos e abraçar a vontade de Deus revelada nas Escrituras. "Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-Me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que por amor de Mim, perder a sua vida, a salvará" (Lucas 9:23,24).
Por um lado, seguir tal ensinamento custa tanto em termos de sacrifício, que recomendamos sinceramente a qualquer pessoa que esteja considerando obedecer ao chamamento de Deus para ser um discípulo, que pare e calcule seriamente quanto vai lhe custar antes de decidir seguir tal caminho. Por outro lado, quando "consideramos Aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra Si mesmo" (Hebreus 12:3), e percebemos claramente o enorme sacrifício e sofrimento que Cristo passou para nos dar a Salvação, como é possível Lhe darmos menos do que tudo o que temos? (Ver também Lucas 14:25-33: Filipenses 3:7,8.)
b) Comprometer-se a ganhar outros para a causa de Cristo ["dar fruto"], e ensinar e treinar outros para seguirem Jesus como Seus discípulos. "Nisto é glorificado Meu Pai, que deis muito fruto, e assim sereis Meus discípulos" (João 15:8). "Portanto, ide e ensinai todas as nações... Ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado" (Mateus 28:19,20).
c) Renunciar e abandonar a ambição fútil por riquezas materiais, bem como todas as outras ambições e empreendimentos mundanos e materialistas. "Ninguém que milita, se embaraça com os negócios desta vida; a fim de agradar Àquele que o alistou para a guerra" (II Timóteo 2:4). Exorta-se o discípulo a "pensar nas coisas que são de cima e não nas que são da Terra" (Colossenses 3:2). Cristo expôs claramente os termos rigorosos que deve assumir o que quer ser discípulo, quando disse: "Assim pois qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo" (Lucas 14:33). (Ver também Mateus 6:19-34; Marcos 10:21; Hebreus 11:13.)
d) Respeitar acima de tudo à vontade de Deus revelada na Sua Palavra, mesmo quando obedecer às admoestações das Escrituras entre em conflito com os desejos e planos de família, amigos e entes queridos. "Se alguém quer vir a Mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo" (Lucas 14:26). [A palavra aborrecer aqui é usada no sentido de "ser indiferente ou não se apegar a tais pessoas devido à dedicação pessoal a Deus" -- The Amplified Bible, Zondervan] (Ver também Mateus 10:34-38; 12:48-50; Lucas 9:59-62.)
(O dicionário define "discípulo" como "aquele que acredita, segue e ajuda a disseminar os ensinamentos de alguém". Embora pareça evidente nos Evangelhos que o ideal a seguir como discípulo é o exemplo dado pelos doze apóstolos que renunciaram a todas as atividades e objetivos mundanos pelo privilégio de poderem seguir e viver com o Mestre a tempo integral, reconhecemos que é possível "seguir os ensinamentos" em diversos graus e níveis. Nos sentimos chamados a seguir o que consideramos o padrão ideal de discipulado, que é o dos primeiros Doze. Contudo reconhecemos que não é possível todos seguirem este caminho. As Escrituras mostram que além dos Doze, havia outros que obviamente não seguiram nem viveram com Jesus o tempo todo. Não obstante ainda eram considerados discípulos. Por exemplo, José de Arimatéia, "que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos Judeus" [João 19:38]. Acreditamos que o grau de dedicação a Cristo é uma questão de fé e convicção pessoal.)

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25. Viver em cooperação e comunidade:
Acreditamos que o relato do Novo Testamento do antigo estilo de vida da Igreja Primitiva tem valor não só como narrativa histórica, mas é um padrão exemplar, um modelo, que Deus pretendia que cristãos de gerações posteriores seguissem. O estilo de vida cooperativo e altruísta da primeira Igreja, no qual "todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum" (Atos 2:44), não só provou ser excepcionalmente positivo em termos práticos e econômicos para aquele movimento jovem e inexperiente, mas -- e o que é mais importante -- o convívio íntimo e união espiritual gerada por tal estilo de vida proporcionou aos primeiros discípulos o refúgio espiritual necessário para descansarem das intermináveis hostilidades dos seus inimigos religiosos e descarada idolatria e paganismo de Roma. Da mesma forma, nós hoje constatamos que os benefícios -- tanto práticos como espirituais da vida cooperativa e comunitária -- são extremamente vantajosos pois nos ajudam a atingir o nosso objetivo de transmitir o Evangelho de Cristo a todos os que podemos.
(Ver também Marcos 10:29,30; Atos 2;44,45; 4:34,35; Salmo 133:1.)

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26. Crianças e como cuidamos delas:
Acreditamos que as crianças são um presente maravilhoso de Deus, uma bênção que Ele nos confiou, porque "eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o Seu galardão" (Salmo 127:3). Por isso, estamos convencidos que as necessidades físicas, emocionais, psicológicas e espirituais dos nossos filhos devem ser satisfeitas amplamente e de maneira competente. Consideramos que cuidar dos pequeninos que Deus nos deu é uma responsabilidade primordial e um componente fundamental do nosso cotidiano e serviço a Deus. Por essa razão, todos os membros das nossas comunidades são incentivados a fazer o máximo possível para se assegurarem que os seus filhos são criados num ambiente o mais saudável, amoroso, seguro e cristão possível.
Acreditamos que a educação que uma criança recebe nos primeiros anos de sua vida, os anos de formação, a guiará pelo resto da vida. E se "instruirmos o menino no caminho em que deve andar, até quando envelhecer, não se apartará dele" (Provérbios 22:6). O apóstolo São João expressou perfeitamente o que todos os pais cristãos deveriam sentir a esse respeito: "Não tenho maior gozo do que este: de ouvir que todos os meus filhos andam na verdade" (III João 4). Por este motivo, esforçamo-nos por comunicar aos nossos filhos um profundo apreço, respeito e amor por Deus e pelos princípios sagrados que a Sua Palavra contém, "criando-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Efésios 6:4). (Ver também Salmo 127:3-5; Efésios 6:4; II Timóteo 3:15; Provérbios 22:6; Deuteronômio 6:6,7; Salmo 34:11; I Samuel 1:28)

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27. A santidade da vida:
Acreditamos que a vida humana é sagrada, e cada pessoa tem o direito de ser tratada como um indivíduo criado à imagem de Deus. As Escrituras deixam claro que para Deus o ser humano ainda no ventre é uma pessoa com uma identidade, não meramente uma massa de tecidos fetais. O Senhor disse para o profeta Jeremias: "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta" (Jeremias 1:5). O salmista Davi orou: "Os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da Terra. Os Teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no Teu livro todas estas coisas [membros do corpo] foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia" (Salmo 139:15,16). A embriologia moderna evidencia de modo inegável que a vida humana começa na concepção, o que significa que a criança em desenvolvimento merece toda a proteção e defesa que qualquer um de nós tem. Por todas estas razões nós somos expressamente contra o aborto. (Ver Gênesis 1:27; 2:7; Salmo 139:14-16; Jeremias 2:34,35; Atos 7:19)

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28. O governo civil e a liberdade religiosa:
Embora acreditemos que somos "estrangeiros e peregrinos na Terra" (Hebreus 11:13), aceitamos também o que as Escrituras ensinam, que o governo civil é instituído por Deus para o bem e para manter a ordem na sociedade humana. "Sujeitai-vos a toda a ordenação humana por amor do Senhor. Toda a alma esteja sujeita às potestades [poderes] superiores; porque não há potestade que não venha de Deus: e as potestades que há foram ordenadas por Deus" (I Pedro 2:13; Romanos 13:1).
Por isso devemos orar pelos magistrados, e as leis e regulamentos da sociedade onde vivemos devem ser conscienciosamente respeitadas e obedecidas; a única exceção a isto é quando se trata de questões que envolvem as nossas crenças, quando obedecer à lei do Homem significaria desobedecer à lei de Deus. A nossa postura tem como base o precedente no Livro dos Atos, quando os apóstolos Pedro e João foram proibidos pelo Sinédrio de dar testemunho da sua fé em Jesus. (O Sinédrio era o poderoso tribunal que tinha todo o distrito da Judéia sob a sua jurisdição -- civil e criminal -- desde o tempo de Cristo até à destruição de Jerusalém no ano 70 D.C.) "E chamando-os [os membros do Sinédrio] disseram-lhes [a Pedro e João] que absolutamente não falassem, nem ensinassem no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido" (Atos 4:18-20).
Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores; e em qualquer caso em que as leis e regulamentos do Homem vão contra as nossas crenças e dever de evangelizar os outros, adotamos a mesma postura dos apóstolos: "mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29). (Ver também Romanos 12:18; 13:1-7; I Pedro 2:17; Mateus 22:21; 23:10; Provérbios 8:15,16; Apocalipse 19:16.)

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29. Considerações proféticas ou escatológicas:
(Apesar de por um lado considerarmos estas doutrinas e ensinamentos verdadeiros e corretos, eles diferem das crenças acima mencionadas visto que não são dogmas baseados em declarações evidentes e claras do nosso Senhor. Tratam, porém, de um assunto mais misterioso: as profecias bíblicas, que, na sua maior parte, ainda não foram cumpridas. Portanto, como reconhecemos que esta postura escatológica é cons